Eu guardo [a foto] no meu guarda roupa. Ali dentro, toda hora que eu abro o meu guarda-roupa
eu me relembro da minha mãe, tem horas que eu choro por ela. Sei legitimamente que acabou, perdi ela, não tive condições de ver mesmo, mas até hoje eu sinto muita saudade dela e isso daqui, eu vendo ela, é o mesmo que eu tiver vendo a ela mesmo em vida. Só tenho essa imagem dela.

Tem 15 anos que ela faleceu. Foi do meu irmão, mas depois que ela faleceu meu irmão falou: “Você não tem nenhuma, você quer essa daqui?” Eu digo: “Quero!” Então foi uma lembrança que ele me deu e já tá já bem estragada mesmo, mas pra mim eu considero igualmente como fosse uma nova.

Eu sinto muito a falta da minha mãe, é muito grande, falta dela muito grande. Primeiramente eu perdi o meu pai, depois perdi ela, o amor verdadeiro, ela na vida, então, é como diz... uma falta muito grande, grande mesmo.

O nome dela era Damiana Neves Nascimento e o nome dele é que não me gravo, era já o segundo
marido dela. Considerava ele da família, mas não era muito conhecido, eu mesmo de presença mesmo eu só conheci ele duas vez que ele veio aqui e depois nunca mais ele veio aqui na Bahia.

Não lembro quando a foto foi tirada, isso aí acho que deve ser muito anos e acho que muito antes dela adoecer, que ficou tantos anos. Porque era do meu irmão e justamente ele chegou ao ponto de me dar. Não tenho base assim de saber a data, mas comigo tem muitos anos.

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Colectivo Infinitos Monos 2015 by Javier Cruz