Eu nasci e me criei aqui em Andaraí, eu gosto muito de Salvador também, mas pra passear. Eu ganhava dinheiro com isso aqui, a gente lavava o cabelo, enxugava, ia pegando pouquinho e esticando, esticando para poder ganhar o dinheiro.

Às vezes outras queriam cacheado, outras queriam liso... Hoje não falam “cacheado”, hoje é outro nome, né? Hoje é diferente... Então eu ganhava muito dinheiro com isso aqui. Ele é um pente de ferro, tem muitos anos, eu tô com filho com 50 anos, né? então tem muitos anos...

A gente punha no fogareiro de lenhinha, aquelas brasa acesa, né? e aí quando ele estava quente a gente experimentava e passava no cabelo. Não queimava, a gente fazia com muito cuidado para não queimar a pessoa, também saber a temperatura para não queimar o cabelo.

Eu lembro do meu tempo, parece que aquele tempo era mais gostoso, entendeu? Hoje o modelo, para a gente que está idosa, a gente acha um pouco... diferente, né? tem vezes que eu nem sei.

Eu era muito procurada, quando era época como esta, da festa, precisava marcar, porque era muita gente.

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Colectivo Infinitos Monos 2015 by Javier Cruz