Eu sou Iracy Reis, natural daqui de Morro do Chapéu, esse objeto pertenceu a minha avó, eu não sei dizer a idade dela, que deixou de lembranças para minha mãe

Aí tem o coronel Benta, Antônio de Benta, e um amigo dele mandou de outro país pra ele, que eu acredito que foi de Amsterdam, era um vinho, e minha avó gostaram, acharam diferente. Isso aqui é barro e foi passando, da minha mãe passou para mim e eu continuo mantendo. Já não uso, só como enfeite porque eu acho valioso pelo tempo que deve ter, não tem data nada, mas minha avó se fosse viva tinha uns 150 anos. Deve ter mais ou menos 180 anos, eu não tenho certeza, tinha até uma tampa, mas a tampa perdeu.

Fui eu que pedi para minha mãe pra trazer pra aqui, porque eu achei importante, que era uma peça antiga e aí eu guardo, não deixo nem aqui pra criança ficar pegando, qualquer coisa aqui quebra. Deve ter uns 55 anos, mais ou menos, que está na minha mão... não sei, não me lembro quando ela me deu.

Alguém deixou cair e quebrou, alguém que pegou, por isso que eu deixo lá para ninguém pegar, aí colou com durepoxi. É uma relíquia, o padrinho do meu pai era o coronel de Morro, o coronel Benta e eles tinham muita coisa antiga, mas era na roça e um dia um senhor passou lá e ela estava sozinha, ela já estava idosa e ele comprou tudo na mão dela, de graça, coisa que a gente não dava por dinheiro nenhum e para ela não tinha valor. Não pode fazer isso com uma pessoa idosa, muita coisa que tinha sido do padrinho do meu pai, o coronel Benta.

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