Antigamente não tinha banco, guardava na casa, então quando a gente tinha um dinheiro grande desse guardava debaixo do colchão e também não tinha essa violência.

Esse cruzeiro aqui, hoje em dia seriam 2 reis de pão, nem sei dizer, com esse até dava troco... com esse dinheiro aqui, a gente comprava carne, peixe, na sexta feira... depois foi ficando um tempo que nem pão dava... esse dinheiro aqui, Ai, Jesus! Cinquenta cruzados... eu trabalhava lavando roupa... eu pagava aluguel com esse... agora para fazer um cabelo eram 50 centavos.

Para ter assim essa lembrança do tempo, do tempo antigo... tinha um saco de moedas, mas depois todas as coisas desapareceu... que antigamente: “Ah, vai mudar o dinheiro, vai ser tanto”... a gente correndo para não perder o dinheiro... naquela época não sabia que tinha que trocar, eu não achava explicação, eu não sabia de nada. Depois: “Ah, esse dinheiro não está correndo mais não”, eu conheço um rapaz que até desmaio porque esse dinheiro não ia correr mais.

Hoje está bem, porque tudo é explicado... antigamente era muito atrasado. Aquela época ninguém tinha luz em casa, isso era para rico, não tinha nada. Hoje graças a Deus todo mundo tem.

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Colectivo Infinitos Monos 2015 by Javier Cruz