Eu me chamo Dioclides Pinto Gabriel, vulgo bigode de ouro
Não uso chinelo de dedo, e nem chapéu de couro,
Ainda danço salsa e bolero e não esqueço de namoro,
Que a gente quando vem ao mundo
Não sabe o que veio fazer,
Passa por tantas coisas que não se sabe esclarecer
E ainda “são feliz” e outros sofre até morrer.

Esta um velho ditado do tempo do criador
O que não se faz por dinheiro a gente faz por amor.
Porque o amor e a saudades é duas coisas iguais
Um não se sabe de onde vem e outro não sabe pra onde vai
E todos nós depois que cresce, deixa o amor do pai e da mãe,
E vai amar quem não conhece.

Eu nasci em Lagoa Seca, tenho orgulho de falar,
Que no passado era seca, e hoje não consegue acreditar,
Tem água em todas as torneiras
Na casa em que você chegar, dá bem para beber, dá bem até para banhar.
Lagoa Seca é falada e a Santa Rita conhecida
Pratinha hoje é muito famosa,
Por que vem gente de muito longe pra ver as belezas preciosas
É peixe saindo da gruta e bebendo água do rio.

Esse chapéu foi no passado,
Quando eu cheguei aqui na Palmeira, não usava por desprezo,
Nem também de brincadeira, subia morro e descia...
E não enganchava em ladeira.

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Colectivo Infinitos Monos 2015 by Javier Cruz