E o outro é esse aqui, é um “bandolino”, eu fiz ele porque vi essa forma dessa cabaça, bonita assim e eu pensei que poderia dar para fazer um instrumento desses, aí eu já fazia um conserto de instrumentos e tinha as madeiras, tinha aceso a retalhos de madeira e aí eu construí ele, tinha oito cordas, né? aqui está faltando uma, mas é um instrumento de oito cordas, é o típico “bandolino” português, né? que tem tantos.

Ele está também há alguns anos aqui, tem a possibilidade de plugar a um amplificador e as tarraxas mecânicas, porque também existe a possibilidade de fazer aquelas tarraxas que se ajustam com a madeira só. A cabaça é da região, mas não sei bem de onde, porque eu comprei elas de uma pessoa que não me falou de onde seriam. Já fiz violões, violas, caipiras também com ela, é um material muito nobre, é muito bom, é delicado, mas não quebra... se não cair, né?.

E esse aqui eu não toco, não... eu faço esse instrumento para que se aparece alguém, que tiver interesse, pode comprar, tocar. Ele já esteve exposto em vários lugares assim, lojas em Lençóis, em Capão, só que o pessoal utilizava como chamariz, né? a pessoa gostava, entrava e eles vendiam outra coisa e ele sempre ficava ali, aí eu resgatei e tô com ele aqui.

Esse deve ser 5 anos que está feito, a forma da cabaça me deu essa ideia de fazer, porque o “bandolino” é mais o menos dessa forma, para fazer um violão ia ser um violão diferente, tem um braço meio curto e eu estava com desconfiança da resistência mecânica das madeiras, de repente vá empenar, vá rachar, ou sei lá, e se eu fizesse um instrumento mais longo tem mais tensão, então de repente é mais fácil dele quebrar e eu fiz esse como prova.

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Colectivo Infinitos Monos 2015 by Javier Cruz